terça-feira, 24 de março de 2009

Concursos públicos em alta

Em meio ao alto índice de desemprego no Brasil há uma boa notícia para quem deseja prestar concursos públicos. Empresas de diversos segmentos estão com inscrições abertas para este tipo de contratação trabalhista. A maioria dos concursos abertos têm suas inscrições finalizadas até o dia 17 de abril, por essa razão é necessário se informar caso você tenha interesse em prestá-los.

A Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) está com inscrições abertas para diversos cargos de nível superior e médio. As taxas de inscrições variam entre R$ 66,37 a R$ 51,37. Os interessados podem obter informações através do site: http://www.concursosfcc.com.br/. As inscrições irão até o dia 3 de abril.

A Prefeitura de Itu também estará realizando provas para uma diversidade de cargos. As inscrições vão até o dia 13 de abril e o site para informações é: http://www.mouramelo.com.br/. Para saber sobre os concursos realizados pela Secretária de Administração Penitenciária de São Paulo e o Tribunal de Justiça é só acessar o site: http://www.vunesp.com.br/.

A Agência de Promoção de Exportações do Brasil também está realizando esse tipo de seleção. Informações podem ser obtidas pelo site: http://www.universa.org.br/. A Sabesp disponibiliza o site: http://www.esppconcursos.com.br/para quem se interessar em se inscrever em seu concurso. O valor das inscrições estão abaixo da maioria. A média para nível universitário é de R$ 23.

Ainda sem data definida estão previstos mais três concursos para esse ano. A Agência de Saneamento de Energia de São Paulo, o DER (Departamento de Estradas e Rodagem) e o Instituto Butantã anunciaram que pretendem realizar provas para contratação de novos funcionários.

Ao saber da quantidade de concursos prometidos para o ano de 2009 refleti sobre o pensamento que mesmo na pior crise sempre há crescimento. Com certeza as empresas que fizerem concursos lucrarão. Espero que os contratados também. E os novos desempregados tenham dinheiro para pagar inscrições e disputar vagas por meio de concursos públicos.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Robô para salvar a natureza

Um peixe prateado com escamas azuis parece não ter nada de incomum em comparação aos outros peixes. Essa é a impressão que alguns podem ter olhando o peixinho de longe. Mas, o novo habitante do fundo do mar é um robô. Isso mesmo, é um novo invento, um peixe-robô.

Cientistas britânicos criaram cinco exemplares da nova invenção para ajudar no combate à poluição. O peixe- robô tem o formato da espécie carpa, 1,5 metro de comprimento e imita o movimento de peixes reais. O objetivo de seus idealizadores é que a nova invenção possa descobrir potenciais poluentes perigosos como vazamentos de embarcações ou oleodutos.

O peixe-robô custa 20 mil libras, equivalente a 29 mil dólares. A previsão é que seja lançado em 2010 no norte do mar da Espanha para ajudar a detectar poluição. Se o teste com os cinco primeiros peixes-robôs derem certo, a invenção poderá ser utilizada em rios, lagos e oceanos de diversos locais do mundo.

De acordo com a explicação dos cientistas, a nova invenção tem a finalidade de prevenir grandes estragos na natureza causados na maioria das vezes por empresas "gigantes" . Enquanto a ciência tenta encontrar meios para salvar o que nos resta, cabe aos seres humanos sem tanto talento para a ciência fazer a sua parte. Hábitos comuns como jogar lixo no lixo e evitar fabricar mais lixo são coisas que qualquer mortal pode fazer.

E desperdício de água então! Já existem informações de que o governo estuda meios para importar água de cidades vizinhas de São Paulo para suprir a necessidade da população da capital paulista. Segundo especialistas, a quantidade de água disponível não é mais a mesma de alguns anos atrás.

Há estudos que afirmam que daqui a 10 anos a população mundial irá sofrer com escassez de água. Vale lembrar que a água que temos em abundância não é infinita como muitos podem pensar ao lavar calçadas e carros quase diariamente. Esse recurso natural infelizmente é finito e quanto mais escasso, mais caro custará para a população.

Quanto a questão das árvores, não lembro quem falou essas duas frases, mas eu decorei porque tem muita importância: Tem pessoa que ao evitar a derrubada de uma árvore acredita que está salvando a árvore. Pobre pessoa que não sabe que não é a árvore que ela está salvando, mas sim ela própria.



Fonte: Uol ciência

sexta-feira, 13 de março de 2009

" De olho" na classe C

Em se falando de diferentes classes sociais, você sabe quem faz parte da classe C? Cada vez mais comentada na mídia, esse grupo são as famílias com renda mensal em torno de R$ 1000 a R$ 2000.

Nos últimos anos mudou a forma de consumo das famílias com essa renda. Hábitos como ir ao salão de beleza pelo menos duas vezes ao mês faz parte da rotina das pessoas denominadas pertencentes da classe C. Há alguns anos esse hábito não era tão comum.

Foi realizada uma pesquisa em cinco capitais brasileiras e as pessoas disseram se preocupar mais com a aparência, porque asseio e beleza abrem mais facilmente as portas para o sucesso em diversas áreas.

Acesso à tecnologia também é uma das preocupações da classe C. Por essa razão, os consumidores estão adquirindo cada vez mais celulares, computadores, DVDs, e um aparelhinho que tanto "faz a cabeça", principalmente dos jovens: as MP3s, MP4s e outros novos lançamentos desse aparelho multiuso.

Segundo a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), mais de 10,1 milhões de computadores foram vendidos no Brasil no ano de 2007. O maior fabricante do País, o Grupo Positivo afirma que cerca de 80% dos compradores são da classe C.

Esses números justificam o crescimento da população que tem acesso à internet em sua própria residência. Um fato importante deve ser lembrado. A maioria das famílias denominadas de classe C possui mais jovens e crianças no seu quadro familiar. E os mais novos costumam se adaptar mais facilmente as novas tecnologias do que pessoas na fase adulta ou na terceira idade.

Acredito que você já deve ter tido a experiência de ver uma criança ou adolescente dar aula para um adulto de como resolver algo no computador. Caso não tenha tido, com certeza já deve ter ouvido falar sobre isso por meio de um amigo ou familiar.

Outro dia, presenciei um fato que me pareceu até engraçado. Várias pessoas tentando desligar um notebook de uma amiga que emprestou o aparelho para uma palestra. Ninguém conseguia desligar o computador, até que alguém teve a ideia de chamar a sobrinha da dona do aparelho para ajudar. Como em um passe de mágica, a garota chegou, colocou a pequena mãozinha no aparelho e resolveu o problema.

Um outro segmento que está crescendo são as vendas por internet. A classe C agora tem cartão de crédito e comprar pela internet com essa forma de pagamento é muito simples. Fácil também é se "enrolar" no cartão e para conseguir o dinheiro de plástido não é necessário mais tanta burocracia.

As administradoras de cartões com aquele jeitinho de empurrá-lo para quem não pede, compram os cadastros de outras empresas e sem análise de crédito é fácil receber um.

Por essa razão, que as indústrias estão cada vez mais atentas e caprichosas ao fabricar produtos ou em atender essa fatia do mercado consumidor. Se até há alguns anos as famílias com renda mensal em torno de R$ 1000 a R$ 2000 se preocupavam em ter um carro e uma casa, atualmente as pessoas estão mais exigentes. Não basta ter um carro e uma casa, tem que ser uma residência bonita e um carro novo.

Pensando em conquistar cada vez mais esses consumidores, algumas empresas estão investindo em formatos antigos de vendas. A famosa sacoleira ou vendas de porta a porta estão em "pleno vapor". E não pense que estou falando somente de produtos cosméticos ou lingeries não. No nordeste a empresa Coca Cola Guararapes possui vendedores de porta a porta para seus refrigerantes.

O setor de marketing aposta no sucesso pensando nas donas de casas que são as principais responsáveis pelas compras de alimentação. A empresa Nestlé também aposta nessa forma de vendas e possui atualmente 5.800 vendedoras desse estilo em mais de quarenta cidades do Estado de São Paulo e capitais brasileiras.

De acordo com especialistas, além do crescimento do poder aquisitivo da classe C, outro fator precisa ser pensado. Se as coisas piorarem consumidores da classe A e B vão precisar comprar produtos da classe C e quando as coisas melhorarem quem vai querer comprar esses produtos serão também as pessoas da classe D.

Afinal de contas, qualidade é essencial independente de produtos baratos ou caros. E existem tantos exemplos de produtos mais em conta com qualidade. As pessoas estão cada vez mais exigindo isso e substituindo marcas caras.

Se qualidade e preço baixo não fosse possível, empresas como a Avon já teria desaparecido. Que as indústrias aprendam a "driblar" a crise com o exemplo da famosa classe C que dá "nó em pingo d água" e não abre mão de oferecer o melhor para sua família.

Fontes: Folha de São Paulo e Jornal Hoje

sexta-feira, 6 de março de 2009

Iron Maiden no Brasil

Eles estão chegando para sacudir as principais capitais do Brasil. Fazendo muito barulho e tocando suas músicas que tanto contagiam gerações, o grupo Iron Maiden se apresentará no País. O primeiro show será em Manaus no dia 12, depois no Rio de Janeiro no dia 14 , em São Paulo no dia 15, chegam em Belo Horizonte no dia 18, em Brasília no dia 20 e para encerrar o último show será no Recife, dia 31.

Há 33 anos na estrada, o Iron Maiden é uma banda que costuma fidelizar seus fãs. Sabe aquela história de que quando éramos crianças gostávamos de tal cantor ou banda e após alguns anos olhamos para os posters ou antigos discos e perguntamos para nós mesmos: "Você gostou disso?".

Pois é, essa pergunta não costuma vir à mente de quem gosta do Iron Maiden. O disco ou Cd pode ficar esquecidinho em algum canto, mas quando dá vontade de ouvir uma música deles, arrependimento é o que seus apreciadores não costumam sentir.

E mesmo para quem não goste do heavy metal da banda, tem que concordar que para ficar tanto tempo na estrada e com sucesso é preciso ser bom naquilo que faz. Não sou muito fã desse estilo musical, mas aprecio o som dessa banda.

Lembro da primeira vez que ouvi uma música do grupo. Meu irmão trouxe debaixo do braço um disco onde na capa havia um esqueleto. A "donzela de ferro" entrou nesse dia em casa. A primeira pergunta que veio à minha mente foi querer saber com que tipo de pessoa ele estava andando. Colocou o vinil para tocar e o som não me deixou muito animada, achei tudo uma barulheira. Depois vieram outros discos, todos com esqueletos e tons escuros na capa.

Como não tinha saída, ou saía de casa ou escutava as músicas, optei por escutar as músicas. E para minha surpresa comecei gostar. Me contagiei pelo som barulhento e a adrenalina veio à tona. Depois iniciou a fase de perceber como os instrumentos musicais são tocados. Achei tudo uma perfeição. Bem, acho que isso deve explicar um pouco o que as pessoas que gostam do Iron Maiden devem sentir.

Já vi gente de vários estilos me relatar que é fã da banda. Aquele estereótipo de gente de roupa preta e com cabelo comprido não serve para os fãs do grupo. Tem muita gente com esse estilo, mas também têm pessoas de todo tipo.

Acredito que aí está o grande mistério. O que uma música pode despertar em pessoas tão diferentes? Que tipo de emoção ocorre com quem gosta de um determinado cantor, dupla ou grupo? Acredito que música não é somente diversão, boa música contribui para o equilíbrio e saúde emocional das pessoas. E que venha o Iron para sacudir o País.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Mensagem irritante

O som de uma mensagem de celular costuma despertar a curiosidade de qualquer um. Quem nunca recebeu um torpedo da operadora de celular que atire a primeira pedra. É automático ficar curioso e querer parar o que está fazendo para ver a mensagem no aparelhinho.

Praticamente todos os dias essas empresas enviam os famosos torpedos para seus clientes. A maioria deles informam sobre diversos tipos de promoções. E o brasileiro acostumado a ter celular "pai de santo" sofre com as consequências. As operadoras insistem em enviar mensagens para recargas dizendo que o fulano corre o risco de perder o número.

O problema é que tem muita gente que usa troca de mensagens como meio de comunicação e não tem nenhuma cláusula de contrato na compra dos celulares, dizendo: Se você estiver incomodado com as mensagens, retire o som delas, porque nós iremos infernizar sua vida enviando torpedos diariamente.

E a desculpa dessa vez não fica naquela questão de ler ou não o contrato na hora da compra. A maioria das operadoras não dão a oportunidade para escolher se quer ou não receber as mensagens de texto no momento da ativação dos celulares.

De acordo com as empresas, se o cliente não quiser continuar a receber esses serviços, pode entrar em contato com a central de atendimento pedindo o cancelamento.
É importante anotar o número do protocolo da solicitação e pedir que seja enviada uma mensagem dizendo que torpedos não serão mais enviados.

No início desse ano resolvi cadastrar meu celular que é da operadora Vivo para enviar mensagem de texto gratuitamente. Consegui sem dificuldades esse serviço que é um direito meu. Porém, depois dessa data, todos os dias recebo mensagens de um plantão Mobi.

Confesso que não sei nem o que é isso e não me lembro de ter optado na hora do cadastramento dizendo se queria receber tais informações. Ao deixar meu celular no famoso esquema "pai de santo", comecei a receber duas mensagens diárias para colocar crédito, e caso não recarregasse meu celular deixaria de receber as informações desse plantão. E se não bastasse somente essas mensagens comecei a receber outra dizendo também para colocar crédito.

Após me irritar com os insistentes toques liguei na central de atendimento. Que surpresa! Nunca fui atendida tão rápido em um call center. Minha felicidade durou nem 2 minutos. O atendente ouviu minha solicitação e sem me transferir para algum departamento foi logo dizendo o que tinha que fazer.

Disse que eu somente precisava enviar uma mensagem de texto do meu aparelho de celular escrito CANC para um tal número e que nunca mais receberia os informativos. Foi o que eu tentei fazer. Mas era óbvio que não conseguiria enviar a mensagem. Não tinha crédito e era exatamente isso que a operadora gostaria que eu fizesse, colocar créditos.

Que ironia, para deixar de ser importunada tenho que "entrar na dança" da operadora. Ainda não consegui, mas faço questão de cancelar de outra forma. Não concordo com empresas que oferecem serviços gratuitos a seus usuários em troca de "amolações". Se querem importunar com suas jogadas de marketing que deixem isso bem claro antes de oferecer qualquer coisa.

Fonte: Uol Tecnologia

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Cultura do trote

Desde que começaram as aulas nas faculdades uma notícia aparece com frequência. É triste, mas trote é o assunto informado. Na semana passada jovens que estavam participando da famosa brincadeira resolveram estender a recepção para um morador de rua.

O homem disse que se aproximou dos jovens, porque percebeu que eles estavam com bebida e sua intenção era saber se poderiam compartilhar com ele. Estava certo, o universitários deram a ele bebida, porém junto foi distribuído pontapés e fizeram um corte em seu cabelo pior que dos calouros.

Os rapazes não deixaram o morador de rua careca como os demais jovens, rasparam somente algumas partes do cabelo dele. Essa cena e a pancadaria contra o homem foi flagrada por trabalhadores de uma obra que presenciaram a "diversão" dos aluninhos a luz do dia. E não terminou por aí, além de agredirem o homem, roubaram dele uma bíblia e dinheiro que estava guardado nela.

Nessa semana o trote extrapolado ficou por conta de uma faculdade de veterinária da cidade de Leme. Um calouro foi internado em coma alcoólico. Um dos jovens que sofreu o trote contou que foram obrigados a beberem pinga e entrar em uma lona com fezes e restos de animais em decomposição. Também foram agredidos.

O jovem de 21 anos mostrou as marcas ocasionadas em seu corpo. A reportagem terminou com o rapaz dizendo que não voltará a essa faculdade. " Se fizeram isso com gente, o que não irão fazer com bicho", destacou o rapaz.

Os trotes são comuns nas principais faculdades e para evitá-los muitos calouros faltam na primeira semana de aula para não serem obrigados a participar deles. Quando ingressei na faculdade fiz questão de ir no primeiro dia, mesmo sabendo que talvez encontrasse pela frente uma brincadeira de mau gosto.

Foram seis anos esperando para entrar em uma faculdade, eu não podia segurar a ansiedade e deixar que outros adiassem a data tão esperada por mim. Com muito esforço estava eu sentada em um banco acadêmico. A minha felicidade era tanta que até o guache que usaram para pintar meu rosto e braços era bem vindo.

Confesso que quando soube que tinha trote na porta de entrada fiquei com medo. Fui preparada com uma blusa preta para caso me pintassem. Fizeram um corredor humano e um garoto se aproximou de mim com um pote de guache preto. Ele não pediu para passar o guache, foi logo despejando, mas foi só isso, ainda bem.

Cheia de guache fui com minhas colegas no banheiro me limpar, não queria chegar na van pingando tinta. Nesse momento ouvi que no curso de engenharia o trote não estava sendo somente com guache, estavam usando cola colorida. Me senti feliz com a cara pintada, por sentir que o ritual marcava uma nova fase da minha vida e também aliviada por saber que o pessoal do meu curso não era violento ao passar cola colorida no cabelo dos calouros.

Todos os anos é comum a imprensa divulgar casos de trotes violentos. Muitos deles resultaram em mortes. Certo está o rapaz agredido no curso de veterinária de não querer voltar mais para a faculdade. Se as escolas estão acostumadas com essa recepção dos veteranos para com os calouros, por que não prevenir e incentivar trotes mais saudáveis?

Seria uma ótima oportunidade de incentivar a cidadania na porta de entrada das faculdades. Afinal de contas, delas sairão médicos, advogados, veterinários, engenheiros e tantos outros. E que tipo de pessoas sairão com o diploma na mão? O que farão a maioria desses profissionais que têm como responsabilidade a vida em suas mãos?

Por isso tenho medo, principalmente de adoecer, não sei quem cuidará de mim. E agradeço pelas vezes que precisei de ter encontrado profissionais que fizeram valer os anos que passaram em uma universidade, pois seus cuidados, seu olhar e sua atenção comigo foram de um ser humano que se preocupa com outro ser humano.

Algumas faculdades resolveram "arregaçar as mangas" para impedir trotes violentos e fazer com que os alunos tenham algo bom para fazer. Existem os "trotes solidários". Essa iniciativa tem a finalidade dos veteranos organizarem shows, teatros , recepções para os novatos. Além de arrecadarem alimentos, roupas e medicamentos para serem doados à instituições de caridade.

Outras escolas organizam grupos de alunos veteranos para serem monitores dos novos alunos. Eles têm a função de mostrar as instalações das faculdades e o método de ensino. Também possuem a responsabilidade de dialogarem com os novatos sobre suas perspectivas e anseios sobre a vida de universitário.

Através dessa atitude das faculdades, os alunos têm como foco atividades saudáveis e o que é muito importante ressaltar é a vigilância das instituições para que qualquer trote de mau gosto seja impedido. Algumas pessoas podem achar que trata-se somente de brincadeiras, mas essa prática é criminosa e está prevista no código penal.

Cortar o cabelo total ou parcial dos calouros contra sua vontade caracteriza crime de lesão corporal(art.129 do código penal) . Humilhar o calouro o ridicularizando frente aos colegas ou nas ruas pintando seu corpo, fazendo "cavalgada'' em cima dele, ou fazê-lo engatinhar, também é crime. Esses são alguns exemplos mais comuns e constam no código penal( Artigo 140).

Autoridades policiais também têm sua participação ao evitar que a recepção de alunos com senso de agressividade explícita seja realizada nas ruas. Um olhar mais profundo para grupos de jovens pode evitar barbaridades.

Não poderia deixar de mencionar a participação dos pais para evitar trotes violentos. Saber o que o filho faz no primeiro dia de aula é uma atitude que pode evitar muitos problemas para ele e para os demais jovens.



Fonte: Site Terra

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Atenção com as emoções no trabalho

Carlos chegou ao escritório às 8h52. Entrou na sala onde seus colegas estavam trabalhando desde às 8h00 e dessa vez não falou bom dia. Durante o dia parecia estar sonolento, chegou a derrubar um pouco de café em cima de sua mesa.

Ele é advogado e nunca gostou de levar comida nem café para a sala onde trabalha, mas dessa vez parecia não se importar com isso. Naquela sexta-feira Carlos não conseguia se concentrar no trabalho. Por várias vezes falava sozinho dizendo que era incompetente e estava cheio de tudo.

Quando Mara, uma colega de trabalho se aproximou de Carlos, ouviu as seguintes palavras: "Não vê que estou tentando terminar essa planilha, estava quase conseguindo e você chegou. Para quê? "

Mara precisava de uma informação e iria aproveitar para perguntar a ele se precisava de ajuda. A colega e os outros funcionários do escritório há duas semanas percebiam que Carlos já não era mais o mesmo.

O funcionário ativo e acostumado a conversar com os colegas, estava cansado. Sua fisionomia era de exaustão. Quanto aos colegas ele tinha a impressão de serem inimigos e aqueles que estão próximos para criticá-lo por qualquer motivo.

Após duas semanas, o advogado teve uma crise no escritório. Em um ataque de nervos quase agrediu um cliente que não quis aceitar um contrato imposto pela empresa. Uma queixa à polícia foi feita pelo cliente e Carlos que está afastado do serviço foi orientado a procurar ajuda médica.

Após a consulta e alguns exames foi diagnosticado que o profissional está com síndrome de Burnout. Essa doença é um tipo de estresse ocupacional. O personagem desse texto é fictício, mas é comum encontrar funcionários com os sintomas dessa síndrome em diversos locais de trabalho. E o pior é que muitos não imaginam que trata-se de uma doença.

É mais fácil acreditar que a pessoa está de mau humor crônico ou que mudou de comportamento devido alguma decepção amorosa. Ou pode existir aqueles que acham que o trabalho do fulano "já deu o que tinha que dar ", já era, agora o que resta é pedir as contas e arrumar outro emprego.

As pessoas acometidas por essa síndrome têm inicialmente um sentimento de exaustão emocional, que é carcterizado pela falta de energia e entusiasmo pelo trabalho . Após esses primeiros sintomas, o profissional começa a se distanciar de sua clientela, colegas e organização, passando a tratá-los de forma impessoal. Ansiedade e depressão também são comuns em pessoas com a síndrome.

Outra consequência são os sentimentos de insatisfação com seu desempenho profissional. Quem sofre desse mal tem esses sintomas na maior parte do tempo. É mais comum a síndrome de Burnout acometer professores e funcionários da área de saúde, porém pode acontecer com qualquer profissinal voltado para o atendimento ao público.


É fácil entender uma das principais razões para o surgimento dessa síndrome. Lidar com diversos tipos de pessoas e situações estressantes não é fácil. Cada ser com uma personalidade diferente, o "jogo de cintura" tem que estar sempre em cima. E haja equílibrio emocional, afinal ninguém é de ferro.


Saber lidar com as pressões diárias e não sair do "centro" são um dos primeiros passos para evitar cair nessas doideiras. Cabe a cada um descobrir o seu ponto de equílibrio e o que pode ajudar nessas horas estressantes.


Além disso é essencial ajuda médica. De acordo com os especialistas, o tratamento deve ser realizado por médico e psicólogo do trabalho. Uma atitude importante precisa ser lembrada: a prevenção deve partir de uma ação conjunta entre empresa e trabalhador para reduzir os fatores de estresse que levam à doença.

Fonte: Folha Online